Ataque ao aeroporto de Riyadh mata 12 e fecha King Khalid

Saguão de aeroporto deserto atrás de cordão de segurança em Riyadh sob luz fria ao entardecer

O ataque ao aeroporto de Riyadh, levado a cabo pelos Houthis, matou 12 civis e feriu 309 no Aeroporto Internacional King Khalid na tarde de sábado, informaram autoridades sauditas. O míssil balístico atingiu o edifício principal do Terminal 3 e levou à suspensão de todas as operações aeroportuárias. Os Houthis dizem que a campanha contra aeroportos responde à tentativa das forças apoiadas pela Arábia Saudita de retomar Sanaa, a capital do Iémen.

O número de mortos no ataque ao aeroporto de Riyadh pode aumentar

As autoridades sauditas alertaram que alguns feridos estavam em estado crítico e que poderia haver mais mortes. A Autoridade Geral da Aviação Civil da Arábia Saudita confirmou os números de vítimas no final de sábado, cerca de uma hora depois de começarem a circular nos meios de comunicação.

Entre os mortos estava um cidadão norte-americano. As vítimas incluíam ainda pessoas do Bangladesh, Egito, Jordânia, Palestina, Síria e Sudão, mas as autoridades não divulgaram uma repartição por nacionalidade.

A autoridade de aviação declarou que a explosão causou danos materiais, ainda em avaliação. O terminal estava cheio de passageiros à espera de embarcar quando o míssil atingiu o local, e imagens publicadas nas redes sociais mostravam corredores do aeroporto manchados de sangue.

Companhias aéreas regionais já tinham suspendido voos para Riyadh

Várias companhias internacionais já tinham deixado de voar para a capital saudita antes do ataque mortal de sábado, devido ao agravamento da situação de segurança. Entre elas estavam Etihad Airways, Qatar Airways e flydubai, apesar dos estreitos laços regionais entre os países onde têm sede e a Arábia Saudita.

As companhias locais continuaram a operar no Aeroporto Internacional King Khalid durante perturbações anteriores. Dados de acompanhamento de voos mostram que a última partida comercial de 10 de outubro descolou às 13h39, hora local, e que a última chegada aterrou às 14h05.

O mais recente encerramento afeta todas as operações restantes: as aeronaves ficaram em terra e não foi indicada uma data para a reabertura.

Mísseis anteriores atingiram o aeroporto de Abha e uma aeronave da Saudia

A explosão fatal ocorreu após vários ataques a instalações de aviação sauditas, depois de os Houthis terem avisado, em 5 de outubro, companhias aéreas e o governo de que os aeroportos e o espaço aéreo de todo o reino não seriam seguros.

  • Em 6 e 7 de outubro, mísseis atingiram o Aeroporto Internacional de Abha, no sudoeste da Arábia Saudita, matando duas pessoas e ferindo dezenas.
  • Um ataque anterior separado no Aeroporto Internacional King Khalid matou uma pessoa e feriu oito.
  • Em 8 de outubro, um ataque danificou um edifício no aeroporto de Riyadh.
  • Um segundo ataque nesse dia atingiu uma aeronave Saudia da série Airbus A320, estacionada numa porta de embarque do terminal. Morreram três pessoas, incluindo um comandante da Saudia.

Outros mísseis também atravessaram as defesas da Arábia Saudita, causando mortes de civis e danos em edifícios. O aeroporto suspendeu temporariamente as operações várias vezes devido à ameaça de novos ataques.

Os ataques seguem-se ao recomeço dos combates no Iémen

A atual escalada ocorreu depois de uma trégua de 2022, que tinha proporcionado vários anos mais calmos no conflito, ter fracassado durante o verão. As forças apoiadas pela Arábia Saudita combatem agora para recuperar Sanaa, levando os Houthis a intensificar os ataques contra aeroportos sauditas.

Os Houthis são um movimento armado do norte do Iémen, país que faz fronteira com a Arábia Saudita a sul. Tomaram Sanaa em 2014 e afastaram da capital o governo internacionalmente reconhecido.

A Arábia Saudita liderou uma coligação militar no Iémen em 2015, numa tentativa de restaurar esse governo. O Irão apoia o movimento Houthi e fornece-lhe mísseis e drones.

Viajantes devem evitar o aeroporto e confirmar os voos

Os passageiros não devem deslocar-se ao Aeroporto Internacional King Khalid até a companhia aérea confirmar que o voo vai operar e que o terminal reabriu. Quem já tem bilhete deve contactar a transportadora ou a agência de reservas antes de iniciar a viagem.

Os Estados Unidos, Reino Unido, França e Canadá aconselharam os seus cidadãos a evitar o aeroporto. No sábado, o Departamento de Estado norte-americano atualizou o aviso de viagem para a Arábia Saudita pela primeira vez desde meados de setembro, citando a ameaça contínua de ataques com drones e mísseis contra interesses norte-americanos por parte do Irão e dos Houthis apoiados pelo Irão.

Quem planeia viajar através de Riyadh deve acompanhar as atualizações oficiais do aeroporto, das companhias aéreas e das autoridades governamentais. Com os serviços suspensos e várias transportadoras já retiradas, os viajantes devem aguardar uma confirmação direta antes de organizar ligações ou seguir para o terminal.

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